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About this book

A Velhice do Padre Eterno, de Abílio Manuel Guerra Junqueiro, reúne poemas e prosas que se apresentam como um vasto índice de reflexões espirituais, críticas sociais e imagens simbólicas. O livro abre com uma nota editorial que explica a presença de numerosos erros tipográficos, indicando que o texto foi preservado fielmente ao original. Em seguida, surge um extenso poema inaugural que invoca “almas puras” e “luz divina”, antes de mergulhar em memórias de infância, orações e visões de um mundo marcado por fé, sofrimento e contradições. A estrutura fragmentada – com seções como “A Vinha do Senhor”, “A Caridade e a Justiça” e “A Barca de S. Pedro” – sugere um compêndio temático que oscila entre o religioso, o filosófico e o satírico, sem seguir uma narrativa linear.

A linguagem de Junqueiro é densa, repleta de arcaísmos, ortografia irregular e um ritmo quase litúrgico, refletindo o fim do século XIX e o espírito do romantismo tardio português. O estilo combina fervor místico a críticas mordazes à hipocrisia institucional, o que agrada leitores interessados em poesia barroca, na crítica social da época e na exploração de temas teológicos. Quem aprecia textos que mesclam devoção, ironia e uma visão histórica da religião encontrará nesta obra um material rico e provocador.

Who appears in A Velhice do Padre Eterno

  • S. PedroBearded man in simple 1st‑century robes, humble fisherman’s hat, serene expression

Opening lines

Nota de editor: Devido à quantidade de erros tipográficos existentes neste texto, foram tomadas várias decisões quanto à versão final. Em caso de dúvida, a grafia foi mantida de acordo com o original. No final deste livro encontrará a lista de erros corrigidos.

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